| Livro reúne charges sobre a trajetória política de Miguel Arraes |
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| Qua, 30 de Setembro de 2009 00:00 |
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Mais do que um político, Miguel Arraes ficou conhecido como um homem que lutou pelas causas sociais e populares do país. Sua trajetória política, já presente em diversas biografias e páginas de livros de história, agora será contada pelas 520 charges do cartunista pernambucano Lailson de Holanda. Todas elas foram publicadas entres os anos de 1979 e 2002 no jornal Diário de Pernambuco e estão reunidas no livro Arraestaqui, que será lançado nesta terça-feira (16), no Museu do Estado de Pernambuco (Mepe). Além da publicação, editada pelo Instituto Miguel Arraes (IMA), as peças do artista estarão abertas para todo o público a partir desta quarta-feira (17), na mostra homônima ao livro. Os cartuns, que têm o ex-governador de Pernambuco como personagem principal, assim como os cenários das diferentes épocas em que atuou, estarão dispostos em 12 painéis no piso superior do espaço, acompanhados dos textos escritos pelo próprio Lailson para o jornal fictício "O tempo". A junção entre charge e texto permite contextualizar historicamente o período de produção dos desenhos, dos quais 200 compõem o livro. Haverá ainda um mural com 30 aquarelas onde o público poderá conferir os originais das gravuras publicadas. A exposição – que fica aberta até fevereiro – inclui, ainda, um vídeo de 30 minutos com depoimentos de personalidades que conviveram com Arraes. Entre eles estão o governador do Estado e presidente Nacional do Partido Socialista Brasileiro (PSB), Eduardo Campos – que é neto de Miguel Arraes; Ariano Suassuna, Abelardo da Hora, além do ministro da Ciência e Tecnologia, Sergio Rezende. Os entrevistados falam da figura de Miguel Arraes, da anistia e também sobre a importância da charge como manifestação artística e elemento histórico. “As charges de Lailson trazem a síntese dos acontecimentos políticos da época. Tudo com muita alegria e descontração”, comenta a diretora do IMA e curadora da exposição, Magdalena Arraes. O museu também será tomado por ares de aposento particular com a presença de objetos de uso pessoal do político pernambucano, como cachimbos e outros pertences. Para a diretora do Mepe, Margot Monteiro, a mostra vai dar uma dimensão de grande importância para o espaço. "Essa exposição eleva a história do Estado. Agora, as pessoas terão a oportunidade de conhecer a vida de Arraes, sejam elas estudantes, curiosos, pesquisadores ou turistas", observa. O direito de uso de todas as imagens foi cedido por cinco anos ao IMA. Com informações da Secretaria de Imprensa do Estado de Pernambuco
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